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Cronologia Histórica de Guaporé: Acessar
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- A cronologia apresentada abaixo é resultado de pesquisas que realizamos em arquivos históricos de Guaporé, como: livros, sites, blogs, prefeituras, jornais, publicações, bibliotecas, acervos e outros;
- Não constitui "todos" os acontecimentos históricos envolvendo nosso município, por isso está aberta para inserção, exclusão e correção de dados a qualquer momento;
- A cronologia é um verdadeiro “livro aberto”, onde suas páginas vão sendo editadas sempre que houver necessidade;
- Pretendemos realizar, dentro do nosso projeto, contínua pesquisa para aprimorar cada vez mais as informações;
- Quem desejar colaborar com este acervo pode nos enviar material para o seguinte endereço: caminhosdeguapore@gmail.com

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1902
Capela Nsa. Senhora das Graças
Dá-se a construção das estradas entre Muçum e Linha Emília, entre Guaporé e Encantado, entre Guaporé e Soledade, Passo Fundo (Campo do Meio) e Alfredo Chaves (rio Carreiro), por colonos devedores que assim saldariam o seu débito com o estado;
Surge a capela Nossa Senhora das Graças, por obra de agradecimento das famílias Didomênico, Santin, Magnan, Foppa, Mariuzza, Troian, Colussi e Toffoli;
O estado instala uma "aula" no povoado Guaporé e outra no povoado Esperança (atual município de Vespasiano Corrêa). Em seguida seriam instaladas mais duas. A respeito disso, assim se manifestou o Diretor de Terras e Colonização: "Chego ao ponto mais triste do meu relatório, com mágoa o digo, porém a verdade deve ser ainda mais dura do que a lei, para ser verdade: há na colônia apenas 4 “aulas” públicas para 3.000 crianças";
O posto telefônico de Guaporé está inteiramente a cargo do Governo do Estado;
Em 11 de agosto, A. Capellari informa que a localidade de Guaporé se encontra a braços com um surto de febre tifoide, felizmente sem vítimas a se lamentar. Muitos se acham recolhidos ao leito, entre os quais Cornélio Menegotto;
O Chefe da Comissão de Terras, engenheiro Vespasiano Rodrigues Corrêa, voltou ao exercício do cargo a 17 de junho, tendo terminado a licença em cujo gozo se achava;
Assinada por Adelchi Colmaghi, aparece a informação do agente consular de Encantado, Luigi Zuliani, de que, nas imediações do núcleo de Guaporé apareceu um grupo de perigosíssimos bandidos, capitaneados por um certo “Padre Monge”, ou “Monze”, como ele se fez chamar. Este tipo de fanático se faz beijar os pés por parte dos seus 60 sequazes, alegando ser “um novo redentor”. Ele rouba e saqueia, sob o manto da religião. Aterroriza as populações. Zuliani pediu providências e o envio de tropas para a segurança da população. De Estrela, Zuliani passa o seguinte telegrama: “Bandidos fanáticos fazem correrias nas imediações de Guaporé, em atitudes agressivas. Os italianos reunidos ousaram atacá-los. Houve sério combate, ficando feridos alguns de nossos patrícios. A Colônia extremamente exasperada pede socorro ao Governo”;
A três de maio ficou concluída a linha telefônica Alfredo Chaves à Capoeiras, com a extensão de 21 quilômetros e 236 metros. Neste ponto foi interrompido o trabalho. Recomeçados os trabalhos, a 19 de maio, ficaram concluídos a 14 de junho, em que foi inaugurada a estação Guaporé;
A direção do “Stella d’Itália”, em Porto Alegre, autoriza aos agentes de Guaporé, Giuseppe Fontana e Antônio Capellari, a distribuir o jornal, deixando, neste caso, de ser entregue pelo correio;
Por portaria de 13 de junho, foi nomeado Auxiliar de Escrita da Comissão, o cidadão Júlio Alves de Campos, que entrou em exercício em 17 do mesmo mês. Foi dispensado do lugar que ocupava o agrimensor Lucano Conedera, nomeado para o cargo de encarregado do Posto Agronômico;
Neste ano, cento e nove colonos foram assentados pela Comissão de Terras;
A cultura do trigo, como a da uva, embora houvesse falhado a princípio, sofreu benéfico impulso a partir deste ano, quando o próprio governo estadual se interessou pelo assunto, fazendo importar sementes e vides americanas adequadas ao clima e ao solo. A partir de então, o trigo passou a ser produto rei;
Em agosto, distribuiu a Comissão de Terras, 600 bacelos fornecidos pela Estação Agronômica do Estado. Em maio último, procedeu-se a distribuição de sementes de trigo enviadas pela Diretoria. A exportação é avaliada em quantia superior a 700 contos de réis. Quanto à importação, só existem dados deficientes;
Chegada das primeiras famílias a comunidade Sagrado Coração de Jesus, Linha Quinta, vindas da localidade de Ana Rech. São elas: Rech, Boni e Campestrini;
Coronel do exército, Agilberto Atílio Maia era natural de Jaguarão e chegou a Guaporé neste ano para exercer cargo de confiança do então chefe Vespasiano Rodrigues Corrêa. Acabou se tornando o Intendente mais simpático de Guaporé, governando a cidade por mais de duas décadas, intercaladas em dois mandatos;
Neste ano, pouco antes de Guaporé emancipar-se politicamente, até 1905, foram realizadas as primeiras intervenções paisagísticas na Praça Vespasiano Corrêa: ajardinamento em forma de losango, plantação de plátanos e chorões, lago e coreto;
Nasceu em Bento Gonçalves, o Sr. Nino Lino Goron, o primeiro Caixeiro Viajante de Guaporé, que percorria o interior do estado, a cavalo, vendendo ferramentas. Seu Goron viajou por mais de 40 anos;
Sob o titulo “Vales coloniais sem valor”, Adelchi Colnaghi comenta sobre os “vales” que, desde 1898, foram emitidos pela administração local da colonização (Barreto Leite) aos colonos, como pagamento por serviços prestados. Cesare Longari, de Guaporé, acumulou 220$000 desses vales, por ele recebidos dos colonos. Apresentou-se a Vespasiano Corrêa que se negou a dar-lhes qualquer valor. Longari dirigiu-se ao consulado, que nada fez. Nas condições de Longari há muitos outros comerciantes;
Foi organizada uma Sociedade Filarmônica presidida por Ismaele Pezzini, tendo como instrutor Vittorio Galeazzi. Já fez várias apresentações muito aplaudidas. Na noite de 15-11-1902, por solicitação das autoridades, representou “Angelo, tirano de Padova”, em que se distinguiram Giuseppina Ferrari Pezzini e Giuditta Pezzutti Menegotto. O espetáculo terminou com a apresentação da farsa “Antonio dal Butiro”. Em seguida, no Hotel Pezzini houve danças, que transcorreram muito animadas;
Adelchi Colnaghi comenta os problemas criados em Guaporé com os pagamentos de terras, exigidos pelo Governo. Vespasiano Corrêa lançara a informação de que os colonos, trabalhando nas estradas, teriam como pagamento, metade do salário em dinheiro e o restante em desconto sobre sua dívida fundiária. Acontece que os colonos não só não receberam nada, como ainda foram surpreendidos com a multa de 50% sobre seus débitos. Muitos dirigiram petição ao Consulado. O Governo respondeu que estava pronto a conceder uma prorrogação. No dia dez de agosto, o agente consular em Encantado Luigi Zanella, baseado na palavra do Cônsul Ciapelli, transmitia a notícia aos colonos. Vespasiano, entretanto, dizia nada ter recebido. Afirmava que estava pronto a suspender a cobrança, tão logo recebesse a ordem. O Aviso chegou, mas com ordem de continuar a cobrança, sob ameaça de expropriação. É assim que se trata as mais robustas forças da produção? Questionavam. 

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1901
Borges de Medeiros
Nos primeiros anos deste século, o pique para Muçum havia sido alargado, propiciando a passagem de carretas e carroças, quando o tempo permitia. Com isto, surgiram as diligências. Mas, as condições da estrada-base à economia nascente da colônia, eram de tal sorte precárias, que ensejou repetidos protestos de seus usuários. Diziam eles que a situação se tornava insuportável. Quando chovia e o rio propiciava a chegada de mais barcos e maiores ao porto de General Osório, a estrada se tornava impraticável, transformada num lodaçal e leito de verdadeiros rios, acarretando graves riscos, quando não impossibilitando de todo o aproveitamento da mesma, qual se inexistente fora. Ao contrário, quando se apresentava bom o tempo, chegava-se ao porto, mas não havia barcos, ou os havia poucos e de pequeno calado, porque as águas baixas impediam a subida de embarcações maiores. Como se percebe, não era das melhores as condições de comércio para a vasta colônia dentre o Guaporé e o Carreiro;
Entre janeiro e agosto chegaram à colônia Guaporé mais 259 imigrantes. Não há indicação acerca do assentamento. Havia alemães, italianos, russos, poloneses, portugueses, com índice de 90% de italianos: 29 receberam auxílios para caminhos vicinais, e algumas ferramentas. Havia católicos e não católicos. Os últimos sempre alemães. Idades variando entre 1 e 56 anos. 88 pessoas casadas, um viúvo;
Foram medidos, no período decorrido entre junho de 1901 a maio de 1902, 832 lotes, já quase todos ocupados, gastando-se nesse serviço a quantia de 5.803$595;
Neste ano, foi regular a produção da colônia, sendo as principais culturas, trigo, feijão e milho. A exportação foi ainda pequena, em consequência da falta de bons caminhos, sendo de esperar que a estrada do Lajeado viesse facilitar a saída dos produtos, aumentando desse modo a própria produção;
Registra-se a existência na sede, de duas aulas públicas, com pequena frequência;
A construção da linha telefônica começou em Alfredo Chaves a 12 de abril. Até sete quilômetros e quinhentos metros de Alfredo Chaves as linhas de Capoeiras e Guaporé correm nos mesmos postes;
No tempo da Comissão de Terras, o escritório central político da Colônia situava-se em um prédio de alvenaria, na esquina formada entre as atuais avenidas Silvio Sanson e Alberto Pasqualini. 

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1900
Casa Maia, Atual Museu de Guaporé
O Decreto nº 294 A, de 20 de fevereiro, assinado por Borges de Medeiros e João José Pereira Parobé, cria a Comissão de Terras da Colônia Guaporé, extinguindo a de Alfredo Chaves, que já estava completamente povoado, constituindo município autônomo, ficando efetivamente a seu cargo somente o serviço de liquidação da dívida colonial. A Comissão de Terras de Guaporé é composta de um chefe, Vespasiano Rodrigues Corrêa, com vencimentos marcados em tabela anexa ao Decreto nº 239 de 30 de dezembro último, e do pessoal que for necessário, de acordo com o art. 74 do Decreto nº 247;
Instalaram-se na Colônia Guaporé 512 pessoas. Os adultos sabiam ler. Havia espanhóis, italianos, alemães, poloneses e austríacos nesse grupo, com incidência maior de italianos. Com exceção de uma pessoa, de profissão operário, as demais se destinavam à agricultura: 87 receberam auxílios para abrirem caminhos vicinais e ferramentas. Há uma observação de que 24 dessas pessoas, todas italianas, nove casadas, seguiram para Garibaldi (ex-Conde D´Eu). De todos os imigrantes dessa leva havia alguns católicos. Não há referência ao lugar da Colônia Guaporé em que foram assentados;
Pelo ato municipal nº 14, de três de novembro, Passo Fundo cria o distrito de São Luis da Cáscara (atual município de Casca), na localidade do lajeado Cáscara, pertencendo o referido distrito àquele município;
Henrique Von Schewerin é nomeado Engenheiro Agrimensor no dia 21 de novembro;
Dá-se a construção, em alvenaria, da Casa Maia, residência do ilustre morador Agilberto Atílio Maia, atual Museu de Guaporé;
Em três de julho foi removido para a Colônia de Guaporé, o agrônomo Lucano Conedera, que servia na liquidação da dívida de Alfredo Chaves, tendo atuado decisivamente na construção do Posto Agronômico em Guaporé, o primeiro do interior do estado, como também nos trabalhos de elaboração de mapas para implantação da sede;
Estabelecia-se em General Osório (Muçum), o serviço de barca e alguns comércios, assim distribuídos: André Zílio, comércio; Guido Botesini, fábrica de gasosa; Paulo Ferreira Bueno, hotel; Jacob Togni, curtume; Luís Togni, açougue; Antônio Ruschel, com trapiche; Pascoal Patussi, hotel; Luis Signori, fábrica de vassouras;
O Censo Geral acusa a presença de 13.727 habitantes na Colônia Guaporé;
De 1894 até este ano, chegaram a São Domingos algumas famílias italianas, procedentes da região de Bento Gonçalves, Flores da Cunha, Farroupilha, Caxias do Sul, Veranópolis e Antônio Prado. Entre elas encontravam-se: Vicente Lavretti, José Poleto, Modesto Fávero, Ângelo Castelani, Jerônimo Busatto, Vergílio Tosatti e José Gatto;
De 31 de março a 31 de maio, o serviço de colonização enviou diretamente para Guaporé, 65 imigrantes, quase todos italianos, sendo construídos os caminhos vicinais correspondentes aos lotes por eles ocupados, que custaram a quantia de 2.878$000;
Dá-se a entrada dos primeiros moradores na comunidade de Santo Antão. São eles: Santim, Roman Ross, Piovesana e Rodrigo. Santo Antão foi trazido da Itália por Ângelo e Domenico Santin, que o conheciam como santo muito poderoso;
A Avenida 15 de Novembro já atingia mais de quinhentos metros de extensão e a “cidade” já contava com centenas de famílias instaladas. Neste tempo, a Comissão de Terras dirigida pelo Sr. Montaury Leitão fazia as demarcações dos lotes e sua regularização. Ela era por excelência demarcatória e cartográfica, o que os conduziu numa orientação ingênua e errática da malha urbana - alinhando-a com os pontos cardeais principais - assim como ocorria com todos os lotes vizinhos nas áreas rurais, os lotes mediam 275m x 1100m. 

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SOBRADO RESTAURANTE   GIROTTO JóIAS   SUPER PALUDO   LOLLIPOP DECORAçõES   UNIFAZ JALECOS E CIA  
1899
Pe. Estevão Gazzera
Chegada do Padre Estevão Gazzera, da Congregação de Propagação da Fé, que aqui residiu até seu falecimento, em junho de 1913. Sob seu comando, foi erguida a primeira capela de Guaporé. O Padre Estevão foi Correspondente Consular Italiano, e empenhou-se por melhoramentos junto às autoridades italianas e brasileiras. Arquivos paroquiais provam o imenso interesse em favor de nossos imigrantes, seja ajudando-os para conseguir o título definitivo das terras, seja interessando-se para que fossem tratados com justiça e humanidade;
Em 20 de janeiro é criada a Freguesia de Santo Antônio de Nova Virgínia;
Neste ano dá-se a fundação da Sociedade Mútuo Socorro;
A Comissão de terras, sob a direção do Agrimensor Francisco Carlos Resin Barreto Leite, estabelecida na vila de Alfredo Chaves, realizou medição de 190 lotes rústicos, sendo 90 na linha Moreira César e 100 na linha 15 de Novembro, do núcleo Guaporé, neles colocando os imigrantes recém-chegados e conservando os nacionais, que ali se achavam estabelecidos desde o período revolucionário cujo estabelecimento urgia regularizar;
A Comissão de Estudos e Obras esteve incumbida de fazer o reconhecimento para a escolha do traçado de uma estrada de rodagem entre a vila de Alfredo Chaves (Veranópolis) e o núcleo Guaporé;
Neste ano, o casal Vespasiano Corrêa e Serafina Corrêa transferem-se para Guaporé, e em 23 de julho. O Engenheiro Vespasiano Rodrigues Corrêa fora nomeado ajudante da Comissão de Santa Cruz e nesse caráter seguiu para o município de Lajeado com a incumbência especial de discriminar e medir terras entre os rios Carreiro e Guaporé. Em agosto começou os trabalhos de medição pelo levantamento do rio Carreiro, partindo da barra do arroio “Feijão Cru”, e, logo depois, iniciou levantamento no rio Guaporé. Foi o engenheiro Vespasiano substituído pelo engenheiro João Fernandes Moreira, nomeado que fora para servir na discriminação de terras em Guaporé;
A lei nº 28 esclareceu o conceito de terras devolutas e tratou de defender as matas naturais da devastação que sofriam. Regulou, ademais, exaustivamente, a formação de núcleos, a recepção e o encaminhamento dos imigrantes, o preço das terras, a cobrança da divida colonial, as obrigações dos colonos, etc.;
Além das colônias italianas que constituíram os núcleos iniciais do povoamento das matas da “borda do planalto”, muitas outras se estabeleceram na Província e depois no Estado, com rápido e notável desenvolvimento. Neste sentido, faz-se presente em Guaporé a “Colônia Particular” denominada Dörken & Cia.;
Em 24 de outubro nasce Fioravante Piva, na localidade da Linha Oitava, onde aos 14 anos foi aprender o ofício de “Queijeiro”, tendo exercido o ofício por mais de cinquenta anos. Fioravante foi dono de casas de fabricação de queijo em diversas localidades dos atuais municípios de Guaporé, Marau, Vila Maria, Victor Graeff, Tapera, Selbach, Não Me Toque, Boa Vista, Tamandaré do Sul, Coqueiros do Sul e Carazinho. 

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1898
Pe. Ângelo Corso
A 31 de março, por ato municipal de Lajeado, é criado o Distrito de Guaporé, com sede no lugar denominado Varzinha. A Colônia Guaporé foi elevada à condição de Capela Curada;

Seguem os termos da ata de instalação: “Expondo em seguida os motivos e necessidade de criação do 3º distrito municipal, o Sr. Intendente disse que também julgava ser indispensável a criação do novo distrito, no núcleo denominado Guaporé, cujos últimos moradores distavam 18 léguas da sede da vila e, além disso, era péssimo o estado dos caminhos daquela zona colonial, o que trazia sensível prejuízo para o cofre municipal, visto que, aqueles colonos, quase todos, exportavam seus produtos para a colônia, hoje vila de Alfredo Chaves. Em vista destas exposições irrefutáveis, vinha pedir ao Conselho, a verba unicamente necessária para a manutenção de um subintendente e duas praças, cujos vencimentos deviam ser os mesmos do pessoal dos outros distritos. Foi unanimemente aceita pelos conselheiros a exposição do Sr. Intendente, ficando criado em data de hoje, o 3º distrito deste município, com as divisas do 2º distrito, que oportunamente serão demarcadas. e com a sede no lugar denominado Varzinha”;
Nesse tempo, o cavalo era o único meio de transporte, mais cômodo e rápido, acessível ao vivente perdido nestes brejos. Daí os primeiros carregamentos de cereais da colônia ter sido feitos por tropas de mulas, presas uma à outra, em fila indiana, até o porto de General Osório, desde logo verdadeiro entreposto regional, de onde seguiam os produtos, por água, através de pequenas embarcações a gasolina, por isso mesmo chamadas "gasolinas", em demanda à capital do Estado. Tal era a influência de Muçum, que neste ano a municipalidade de Estrela, por ato nº 18, de 25 de agosto, criou o passo do Muçum (General Osório), no rio Taquari;
A Comissão de Terras e Colonização continuava atenta, cuidando das estradas e de outros encargos. Neste ano construiu 24.500 metros de caminhos vicinais, alguns trechos de estradas desmoronadas com as chuvas torrenciais de julho e agosto do ano referido, cuja consequência foi ficar o trânsito interrompido, devido aos muitos estragos ou quase inutilização das vias de comunicação. Também executou trabalhos de abertura do travessão que, da linha São Pedro, dirigia-se ao núcleo Guaporé, na extensão de três quilômetros, para facilitar o transporte de imigrantes destinados ao núcleo;
Nasce em Fonzaso (Belluno), Itália, em 17 de dezembro, o Padre Ângelo Corso, onde estudou, na casa-mãe dos Missionários de São Carlos, em Piacenza. Recrutado, participou da I Guerra Mundial, recebendo o grau de Sargento dos Alpinos, além de marcas profundas em sua personalidade, como a liderança e a perspicácia;
Em dezembro, Guaporé recebe a visita do Conde Antonelli, ministro da Itália, no Brasil, acompanhado do Secretário das Obras Públicas do Estado, Dr. Parobé. Na época, o lajeado existente nos limites urbanos do povoado (atual lajeado Barracão, canalizado), com suas límpidas águas, era aproveitado pelos habitantes para todos os misteres, exceto para beber, pois que a água potável era encontrada em vertentes e poços de pouca profundidade. As habitações eram de madeira, cobertas de zinco, tabuinhas ou telhas coloniais, raramente. O cemitério estava situado na atual Praça Getúlio Vargas. As estradas eram precárias e as poucas ruas, na sede, não passavam de tortuosas vielas, com lama pegajosa às primeiras chuvas;
Nesse ano, no povoado de Muçum, Luís Chittó se estabelece com secos e molhados; João Morais, com serviço de barca, criado este pelo ato municipal de Estrela de nº 18, a 25 de agosto; José Coletti, com moinho; Isidoro Slongo, com loja; João Dallazen, com ferraria e Benedito Claro de Sousa, com armazém. 

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1897
Capitel São Roque - Colombo
O primeiro mapa encontrado do Município de Guaporé passa a fazer parte do acervo do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul;
Dá-se a criação do novo Curato e chegada do Padre Antônio Pertille, em maio. Já se fazia presente a capelinha de madeira, sob o orago de Santo Antônio da Nova Virgínia, ficando subordinado a Diocese de Porto Alegre, abrangendo vasto território;
É erguido o Capitel São Roque, na comunidade de mesmo nome, no Distrito de Colombo. Os primeiros moradores foram: Pezzatto, Robetti, Ferratto, Gritti, Paschetti, Martinelli, Lodi, Caron, Premolo, Gnoato, Gonzatti, Galiazzi, Gallon e Comerlato. Conseguiram uma imagem de São Roque e construíram um capitel, onde se reuniam todos os domingos para rezar o terço. Toda vez levavam a imagem para casa com medo que alguém a roubasse. Em 1926, foi comprado o sino que ainda existe;
É instalada uma capela em honra a São José, no atual Distrito de Colombo, organizada pelo Padre Pedro Colbachini. Assinaram o documento da fundação da capela: Frigieri, Riva, Zucchi, Pauli, Pezzato, Rubetti, Paschetti, Lodi, Bresolin, Sonaglio, Toni e outros. Mais tarde, por iniciativa de Ângelo Bresolin, Caetano Toni e Jorge Sonaglio, passou a se chamar Capela São Paulo;
Nasceu em São Pedro, então distrito de Santa Maria da Boca do Monte, o médico Félix Engel, em 12 de dezembro;
Este ano marcou o início da vida urbana na nova sede colonial, denominada então de “Varzinha”, devido às características de várzea alagadiça que representava os arredores da praça central, mais tarde denominada Praça Vespasiano Corrêa;
O Chefe da Comissão de Terras, Francisco Barreto Leite, concede ao colono Luigi Timbala, o lote rústico número 66 da linha Colombo, a fim de estabelecer ali um moinho e uma serraria;
Registra-se no núcleo Guaporé, uma grande zona devoluta ao norte e a oeste, onde alguns particulares procuram vender aos incautos colonos, de cuja boa fé abusam, arrojando-se o título de proprietários das terras. Os mesmos foram intimados pelo Chefe da Comissão de Terras;
A “cidade” de Muçum foi traçada neste ano pelo agrimensor Ângelo Cerutti, sendo revista mais tarde pelo agrimensor Fernando Ehelers, quando já se estabelecia na cidade o serviço de barca, comércio de secos e molhados, moinhos, ferrarias e armazéns;
Relatório da Secretaria de Obras deste ano, assim se referia à necessidade de abertura de estradas ligando o núcleo de Guaporé ao núcleo de Alfredo Chaves (atual Veranópolis): “Separado de Alfredo Chaves pelo rio Carreiro está o núcleo de Guaporé, também com terras de excelente qualidade e já muito povoado. Ambos precisam de estradas que permitam a exploração de seus produtos e já tenho providenciado para que possam ser realizados tais melhoramentos. A construção destas estradas é urgente e imprescindível. Urgente, porque é preciso substituir o quanto antes o anacronismo cargueiro, meio de transporte extremamente caro, que não satisfaz às necessidades daquela região, nem permite que ela se desenvolva pelo veículo de rodagem que, barateando o transporte, concorrerá para o seu rápido progresso”;
Ainda sobre a questão da falta de estradas, assim se refere o Relatório deste ano da Secretaria de Obras: “O Núcleo de Guaporé, fundado em 1892 pelo operoso engenheiro José Montaury de Aguiar Leitão, acha-se situado, parte no município de Passo Fundo e parte na Lagoa Vermelha. Divide-se em 22 linhas coloniais, quase todas povoadas, quer por imigrantes recém-chegados, quer por filhos de imigrantes velhos, que constituíram famílias. Este novo núcleo, cujas terras são ubérrimas (excessivamente fecundas, produtivas, férteis), muito sofreu no período revolucionário, mas, atualmente, tende a prosperar e desenvolver-se, achando-se já em construção muitas casas e muito animado o comércio e bem assim os colonos, que, porém, lutam com dificuldades por falta de uma estrada de rodagem, o que é de extrema necessidade, como diz o chefe da citada Comissão. Julga ele de conveniência, a construção de uma estrada, que ligue a sede do núcleo ao posto de Lajeado ou do Encantado, no rio das Antas. Sobre esta pretensão dos colonos já nos foi entregue por eles uma petição, conforme declara aquele citado chefe, que diz ser a única aspiração dos habitantes daquele núcleo e que nenhum auxílio mais pedem ao Estado”;
Francisco Barreto Leite, chefe da Comissão de Terras de Alfredo Chaves, encaminha uma intimação ao agrimensor Atílio Mantovani por estar medindo lotes rústicos na linha Pinheiro Machado e outras no núcleo Guaporé e vendendo os ditos lotes, oriundos de terras devolutas, procedimento esse considerado crime. 

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SOBRADO RESTAURANTE   TOKREQUINTE   ESCRITóRIO ECONôMICO   ÓTICA MáRA   ASSEPLAN ASSESSORIA LTDA  
1896
A Vila Guaporé
Em 13 de outubro, o Sr. Thedoldi Martino era removido a mando de Francisco Barreto Leite, de Alfredo Chaves para Guaporé, para auxiliar nos trabalhos de assentamentos e regularização de lotes e terrenos urbanos (na sede), e nos serviços de farmácia em que era especializado;
A Vila de Guaporé contava neste ano com aproximadamente 800 habitantes, vivendo em 152 casas, das quais doze sobrados, na quase totalidade de madeira, inclusive a igreja matriz e um lance da Intendência (atual Prefeitura). Havia oito casas de comércio - fazendas, secos e molhados - duas pequenas farmácias, dois hotéis, dois restaurantes, duas padarias, dois açougues, duas funilarias, duas ferrarias, duas olarias, três alfaiatarias, duas sapatarias, uma cutelaria, uma fábrica de chapéus de palha, uma serraria, além de outros pequenos estabelecimentos manufatureiros. A colônia como um todo contava com 7.000 habitantes, em sua maioria italianos, incluindo alguns alemães, poloneses, russos e austríacos;
Com a vinda do Padre Domenico Vicentini a Encantado, nesse ano, concluiu-se a missão do Padre Bernardo Bolle, e assumiu a administração da colônia o Padre Pietro Colbachini de Nova Bassano, até a criação do novo curato e a chegada do Padre Antônio Pertille;
Dá-se a construção da primeira capela na sede e tem início a assistência religiosa mais regular. Com o surgimento da “capelinha”, as festas do santo casamenteiro, o milagroso Antônio de Padova, passaram a aglutinar os interesses locais. A missa, verdadeiro fenômeno social, propiciava a prática da fé e ao mesmo tempo servia de centro convergente para os interesses das mocinhas casadoiras e dos jovens galantes. À saída desta, nunca faltava um encontro casual. Além disso, servia para o reconhecimento e as apresentações dos novos moradores eventualmente chegados;
A vinda do Padre Pietro Colbachini, o fez convidar a professora Angélica Salvadori, da Itália, como imigrante, para lecionar na comunidade, despontando assim a chamada “Scuola Italiana”, funcionando na capela de madeira, em cujo aprendizado retomava a própria língua italiana;
Instala-se o telefone da Comissão de Terras, que servia essencialmente para as autoridades se comunicarem com seus superiores e eventualmente para as necessidades dos moradores;
Chegada das primeiras famílias na comunidade São José, Linha Quarta. São elas: Trevisan, Rossetto, Sganzerla, Bintot, Michelon, Zortea, Gasparetto, Gallon e Bortoncello. As condições eram precárias. Lembram que quando morria alguém, o corpo era trazido até a cidade de carroça. Os doentes eram levados até Veranópolis, numa espécie de andor, “la portantina”. As primeiras missas eram rezadas na capela que se encontrava dentro do cemitério;
Chegada das primeiras famílias a comunidade São Valentim, na Linha Sétima. São elas: Gallina, Pavoni, Scalabrini, Cavasini, Morganti, Bianchet, Testa, Fiorentin e Coppini. A escolha do padroeiro foi feita pelo senhor Gallina, cujo filho sofria de convulsões. Foi ele que doou a imagem do santo;
Em ofício de nº 992, o Dr. Borges de Medeiros, referindo-se a localidade de Vespasiano Corrêa, a denominava de “Nova esperança”, que nesta época pertencia então ao município de Lajeado. Já em 25 de janeiro deste mesmo ano, o subentende de Encantado, Juliem Laseux, em ofício dirigido ao Delegado de Polícia de Lajeado, designava a localidade de “Picada Boa Esperança”. Nenhuma dessas denominações prevaleceu;
O engenheiro João José Pereira Parobé, Secretário das Obras Públicas, referindo-se as dificuldades encontradas pelos colonizadores, assim declara: "É sobejamente conhecido que os imigrantes chegados a este estado, aonde vêm procurar nova pátria e constituir-se nela um dos fatores mais importantes de seu progresso e adiantamento, são quase que exclusivamente proletários, não trazendo recursos de ordem alguma e, por conseguinte compelidos a lutar com dificuldades insuperáveis até que obtenham a primeira colheita de suas plantações. Privados dos meios de subsistência e do teto provisório para se abrigarem nas matas virgens das nossas colônias, muitas vezes desanimam, abandonando os lotes à procura de outro meio de vida". Facilitava-se então aos colonos unicamente o transporte, e dava-se-lhes trabalho nas estradas durante 15 dias por mês, mediante pagamento de 500 réis por metro corrente construído. 

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1895
Capela Linha Quarta (Scarselona)
Com o passar de três ou quatro anos de assentamentos, já estava caracterizada a Avenida 15 de Novembro, atual Av. Alberto Pasqualini. Foi a primeira grande rua de Guaporé, ainda antes de sua fundação;
Em 23 de agosto, é dada a assinatura de paz, colocando fim a Revolução Federalista. As coisas vão se normalizando novamente;
Formação da sede de Muçum, através das famílias Fialho de Vargas, Colossi, Bastiani, João Morais, Luis Chittó, José Coletti, Isidoro Slongo, João Dallazen e Benedito Claro de Souza. A Joaquim Fialho de Vargas, segundo tradição, deve-se a doação dos terrenos para a igreja, praça e cemitério;
É erguida a Capela Santo Antônio, na Linha Quarta Scarselona. O nome se deve a uma senhora que cuidava de uma loja e possuía um bolso enorme, onde guardava o dinheiro. Antigamente o lugar era um pequeno centro. No local, faziam-se grandes festas em honra de Santo Antônio, com longas procissões, cantando o terço em latim;
Os colonos Giuseppe Stramare, Antonio Frare, Abramo Frare, Isidoro Frare, Giuseppe Bregolin e Luigi Bresolin, pedem a concessão de lotes no novo núcleo Guaporé, alegando que as terras que possuem na linha Zamith são estéreis e impróprias a qualquer plantação;
Tem início a comunidade da Linha Sexta Caravaggio, com as famílias Marafon, Lorenzetti, Ticiani, Calefi, Zadra, Gargana e Chitolina;
A família de Antônio Astolfi e Teresa Azzalini Astolfi chegam a Guaporé logo após o término da revolução Federalista e ocupam o lote n.º 33, onde já havia sido construída uma casa. Antônio Astolfi, além de ocupar-se com a agricultura, instalou uma pequena casa de comércio (secos e molhados) e uma tropa de mulas para o transporte de gêneros coloniais ao porto de Muçum, em cargueiros e bruacas;
Passa a visitar a colônia de “Esperança”, o Padre Davi Faustini, de Faria Lemos, o qual escolheu o lote colonial nº 38 para construção da capela, concluída ainda nesse ano e elevada a curato de São João Batista a seis de maio do ano seguinte;
Chegada do Padre Teodósio Sanson ao então povoado de Esperança (atual município de Vespasiano Corrêa), em julho, por solicitação da comunidade ao Bispo Dom Cláudio Ponce de Leão. No tempo do Padre Teodósio Sanson foi fundado um colégio de religiosas, que se retiraram em 1912 por falta de alunos;
O povoado de Santa Bárbara contava com aulas do professor particular Sr. Josefino de Andrade. 

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1894
Pe. Bernardo Bolle
Após cinco anos de profícua administração, deixou o Dr. Montaury de Aguiar Leitão seu cargo para ir ocupar o da chefia da “Repartição de Terras e Colonização”, repartição esta que, com os respectivos encargos, passou do governo da União para o do Estado. Deixara o Dr. Montaury, diversos caminhos abertos no início da administração, separando e povoando as linhas Braz Chalreo, 28 de Setembro, Primeiro de Março, Brava e outras;
Durante os dois primeiros anos de Guaporé (1892-1894), não houve a presença de religiosos por aqui. As colônias de Encantado e Guaporé estavam praticamente abandonadas, e deviam contentar-se com as esporádicas visitas do jesuíta alemão, Padre Bernardo Bolle, que de vez em quando, a partir de Estrela, percorria o planalto, em longas e estafantes peregrinações. Data deste ano a primeira visita deste sacerdote à nossa terra, que vindo de Lajeado, celebrou a primeira missa na cozinha de uma residência. Aqui permaneceu durante um mês, a fim de suprir a necessidade emergente do povo à assistência religiosa. Batizou 170 crianças, confessou 700 pessoas (praticamente 100% da população) e casou muitos colonos. Alguns não haviam mais visto sacerdotes desde sua partida da Itália. O Padre Bolle foi responsável pela construção da Igreja Matriz Santo Inácio de Lajeado por volta de 1900;
Chegada dos primeiros imigrantes em São Domingos, que encontraram morando naquelas terras, alguns caboclos. Tudo era mata virgem. Essas primeiras famílias chegaram a pé, trazendo suas bagagens em cargueiros, no lombo de mulas. Começaram a derrubada do mato para a construção de suas casas e para fazer suas primeiras roças. As primeiras famílias que ali se instalaram eram de origem alemã e polonesa, como: Pedro Kich, Jacó Poder, Cristiano Nohr e Teodoro Clark, oriundos de São Sebastião do Caí. Alguns não resistiram aos confrontos, que constantemente ocorriam com os caboclos e foram embora;
A primeira casa de pedras de São Domingos foi construída por José Poletto, neste ano, a qual, além de residência, servia de bodega e loja comercial. Alguns anos após, apareceram as famílias de Firmo Contini, Josué Mezzomo, Domingos Brugnera, Ferdinando Cerbaro e João Canalli, com as quais, somando as outras, foi surgindo o primeiro povoado de Barracão, nome que se originou de um casarão existente na localidade, tido como casa de pasto e pouso dos carreteiros;
O primeiro plano urbanístico da cidade teve sua elaboração em meados da década de 90, no século passado (1894-1896), quando a Praça Vespasiano Corrêa e quarteirões próximos já estavam devidamente demarcados e com as primeiras casas sendo construídas. 

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1893
Lúcio Lunardi e Família
Com o território agregado de Lajeado e Passo Fundo, a localidade recebe os primeiros moradores, imigrantes italianos: Marieta Lunardi e Lúcio Lunardi, que juntos com seu filho Luis Lunardi, recém-nascido, aqui se instalaram, junto ao local onde está a Praça Vespasiano Corrêa, com um pequeno barraco construído às pressas para servir de abrigo. Na época a praça central era ocupada por um banhado cercado de pinheiros. Após a verificação das condições do lugar, Lúcio retornou até Alfredo Chaves para buscar equipamentos e outras famílias, para dar início à colonização do lugar, entre eles, seu cunhado, Eugênio Speggiorin, que tinha o ofício de carpinteiro;
Momento em que o imigrante estava justamente ingressando no território, as terras a oeste de Guaporé foram sacudidas pela Revolução Federalista, trazendo intranquilidade aos imigrantes. A revolução castigou fortemente Guaporé, que inúmeras vezes foi palco de violentos choques entre forças republicanas e federalistas;
Maria Belmira da Silva, conhecida popularmente como Dona Doca, migrou da cidade de Artigas (Uruguai) para Guaporé, ainda recém-nascida, com seus pais, fugindo dos movimentos revolucionários desta época que defendiam as fronteiras sulinas. Cresceu em Guaporé, casando-se por duas vezes. Se tornaria, ao longo da história, a parteira mais famosa e profissional da cidade de antigamente, quando ter os filhos dentro da própria casa era um episódio comum para todos;
Houve a concessão de lotes na Linha Colombo, onde o valor do m2 de terra era de 0,62 réis. Os lotes variavam entre 59$675 a 315$000 réis. Não consta que os colonos tenham recebido ferramentas e sementes, mas 15 famílias receberam 25$000 réis para aquisição de ferramentas e sementes e 120$000 de auxílio casa, lançados, para alguns, como débito somado ao valor correspondente ao lote adquirido;
Na Linha São Pedro, cento e trinta famílias foram assentadas, onde o valor do m2 da terra era também de 0,62 réis. Os lotes variavam de 93$000 a 302$500 réis. 29 famílias receberam auxílio em dinheiro para aquisição de ferramentas e sementes, entre 11$000 e 30.$250 réis e valor para casa de 127$200 réis, debitados sem o valor do lote;
Instalou-se a beira de um arroio no atual município de Montauri (antiga Linha José Bonifácio), o primeiro habitante da localidade, conhecido por J. Ruivo, que na época vivia sozinho e se alimentava de caça e pesca;
Pulador (atual Município de União da Serra) chamou-se primitivamente "Formigueiro". Por ocasião da revolução federalista deste ano, uma tropa revolucionária acossada pelos legalistas viu-se em tamanhas aperturas que foi forçada a passar o lajeado que leva esse nome - Pulador - de um salto, em um dos seus estreitos, do que resultou ficar o lajeado e o lugar que lhe está próximo, com o nome de "Pulador";
Data desse ano a primitiva capela erguida no atual município de Casca;
Há um fato muito interessante que ocorreu em Guaporé quanto à divisão de terras: Algumas pessoas compravam propriedades grandes para depois efetuar o loteamento e a venda das mesmas. Há registros sobre um farmacêutico que tinha uma propriedade de 100 mil braças quadradas e a dividiu em 40 lotes;
Chegada do casal Antônio Piva e Maria Balen Piva na localidade da linha 8ª, onde adquiriram duas colônias. Deste casamento nasceram os seguintes filhos: João, José, Regina, Páscoa, Lucia, Judite, Dozolina, Fioravante, Santo, Salvador e Pedro. 

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1892
Antiga Colônia Guaporé
Em 19 de dezembro é criada oficialmente a Colônia Guaporé, tendo como fundador, o engenheiro José Montaury de Aguiar Leitão. A colônia de Guaporé era formada pelo território situado entre os rios Carreiro, das Antas e Taquari. Seu relevo acidentado faz parte da chamada serra Geral, cujas denominações locais são: serra do Carreiro, serra do Guaporé e serra do Marau. Os picos dominantes dessa formação são o Taquara e o 21 de Abril. As serras possuem altitude que variam de 200 a 700 metros;

Fundada a “Colônia Guaporé”, aqui se instalaram João Alves da Rocha, brasileiro, Ângelo Cancha e Giuseppe Lombardi, peninsulares, que estabeleceram as primeiras casas comerciais do lugar. Vieram a seguir José Panassolo, viúva Rosa Cella e filhos, Antônio Minatto, Pedro Dall´Agnol e outros. Cerca de 200 famílias foram logo colocadas nos lotes mais próximos à sede da “Colônia Guaporé”, chamada de "Nova Virgínia" pelos imigrantes, vindos à maioria de Treviso e Veneza, por considerarem-na o "Eldorado" das novas colônias;
Oreste Assoni figura como o primeiro comprador de lote urbano na sede de Guaporé, em 29 de janeiro. Adquiriu o lote nº 4, da quadra 6, pelo valor de 1$250,40 réis;
A 31 de maio, pelo ato estadual número 205-A, é criado o município de Benjamin Constant, na Colônia Alfredo Chaves, ao qual passou a pertencer o território guaporense. Por espaço de menos de dois meses, eis que pelo ato estadual número 232, de cinco de julho, é tornado sem efeito o ato de 31 de maio, tornando a situação ao "Statu quo ante", ou seja, a parte sul pertencendo a Lajeado e a parte norte pertencendo a Passo Fundo;
O engenheiro Vespasiano Rodrigues Corrêa é designado pelo Diretor da Comissão de Terras engenheiro José Montaury de Aguiar Leitão, para fazer a demarcação dos lotes de Guaporé;
A igreja fixou a primeira capela, de frente para a praça, de madeira, em local destinado propositalmente para ela. Desempenhava além das atividades religiosas, a manutenção da aula, ensinando catecismo e alfabetizando crianças;
A então Linha Onze da Colônia Guaporé recebeu seus primeiros moradores, bravos imigrantes italianos das famílias Franciosi, Assoni, Marin, Variani, Cervieri, Fornari, Pan, Soccol e Martineli;
A Delegacia Especial de Terras e Colonização, pela reforma de 19 de dezembro, determina que as Colônias de Alfredo Chaves, Antônio Prado, Guaporé e Itapuca, devem compor de chefe, escriturário, médico e farmacêutico;
As primeiras famílias, Zeni, Da Cruz, Fanni, Strapazzon, Martinazzo, Polese, Corso e Rech, chegam à localidade conhecida como Maróstica. Paulino Pasqualotto, da capela Sagrado Coração, da Linha Quinta, distante 10 quilômetros, sofria duma doença grave da garganta. Quando a capela estava em construção, fez promessa de doar a estátua de São Brás e levá-la até o local em procissão se melhorasse. A comunidade aceitou e São Brás passou a ser o padroeiro;
Tem início o povoamento de Casca, por famílias procedentes de outras colônias mais velhas, com descendentes de poloneses e italianos. Os pioneiros saiam de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Garibaldi, Guaporé, Alfredo Chaves e Antônio Prado. A maioria destas famílias dedicou-se, a princípio à agricultura;
Dá-se a construção da capela Nossa Senhora da Saúde, na comunidade da Linha Emília, atual município de Dois Lajeados;
No mês de dezembro, chegaram como imigrantes na Linha São Pedro, recebendo um machado, uma foice, um facão, uma pá, duas enxadas e uma picareta cada um, os seguintes imigrantes: Antônio Campignoto, Vitório Cremona e Andréa Castiani. O segundo, na ordem, recebeu ainda 1/5 de uma serra e 1/5 de um rebalo. Além disso, Andréa Castiani obteve material para a construção de uma casa, isto é, oito pacotes de pregos, quatro pares de dobradiças, uma fechadura e mais 20 quilos de milho. Foram assentados na Linha São Pedro 26 imigrantes. Nem todos receberam material para construir casa. Os valores eram debitados. Em geral seriam pagos com trabalho na abertura de Picadas, conforme referências constantes no códice S.A.;
Registros da Família Baldissera atestam: “A família de Giovanni Baldissera e Giovanna Pauletti, partiu do Porto de Gênova no dia 28 de outubro de 1892. Após um descanso de quatro dias, partiram em 01 de dezembro de 1892, do Rio de Janeiro para Porto Alegre, via cidade de Rio Grande, chegando em 12 de dezembro de 1892. Após cinco dias de parada, a família parte de Porto Alegre em 17 de dezembro de 1892 no pequeno Vapor "Paquete" Irene para a Linha 21 de Abril, hoje município de Guaporé, RS”;
O Tenente Coronel João Affonso de Freitas Amorim, tendo adquirido as terras denominadas “Guaporé”, requereu junto ao Primeiro Suplente de Juiz Municipal, Sr. Pedro Friedrich, a respectiva inscrição no registro “Torrens”, dessas terras que pertencem ao Segundo Distrito de Lajeado. Por isso mandou proceder por profissional habilitado a todos os trabalhos técnicos exigidos pela lei, inclusive sua avaliação. 

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SELECIONE O PERÍODO:
Fontes de Pesquisa:
Livros:
- A Colônia do Guaporé - Passado e Presente, de Lauro Nelson Fornari Thomé, 1967.
- Domingo em Guaporé, de Vicente Maia Filho, 1985.
- Raízes da Colonização - Em destaque a Colônia Guaporé e município de Dois Lajeados, de Elaine Maria Consoli Karan, 1992.
- Centenário da Paróquia Santo Antônio de Guaporé, de Telvino José Barp, 1997.
- A Transformação de Guaporé - Evolução Urbana e Memórias, de Giovani Girelli, 2003.
- Guaporé - Mais do que lembranças, uma herança de vida, de José Carlos Fialho Rodrigues, 2005.
Prefeituras:
- Prefeitura de Guaporé - http://www.guapore.rs.gov.br
- Prefeitura de Marau - http://www.pmmarau.com.br
- Prefeitura de Passo Fundo - http://www.pmpf.rs.gov.br
- Prefeitura de Muçum - http://www.muçum-rs.com.br
- Prefeitura de Estrela - http://www.estrela-rs.com.br
- Prefeitura de Serafina Corrêa - http://www.serafinacorrea.rs.gov.br
- Prefeitura de Vespasiano Corrêa - http://vespasianocorrears.com.br
- Prefeitura de Lajeado - http://www.lajeado.rs.gov.br
- Prefeitura de Veranópolis - http://www.veranopolis.rs.gov.br
- Prefeitura de São Domingos do Sul - http://www.saodomingosdosul.rs.gov.br
- Prefeitura de Dois Lajeados - http://www.doislajeadosrs.com.br
- Prefeitura de Casca - www.pmcasca.com.br
- Prefeitura de Taquari - www.taquari-rs.com.br
Sites e Blogs:
- Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul - http://www.bibliotecapublica.rs.gov.br/
- Arquidiocese de Passo Fundo - http://www.pastoral.com.br
- Morte Súbita - http://www.mortesubita.org
- Wikipédia - http://pt.wikipedia.org
- PASLI Jóias - http://www.pasli.com.br
- Poeta das Águas Doces - http://poetadasaguasdoces.blogspot.com.br
- Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul - http://www.turismo.rs.gov.br
- Família Lunardi – http://familialunardi.com
- Info Escola - http://www.infoescola.com
- Brasiliana USP - http://www.brasiliana.usp.br
- IBGE - http://www.ibge.gov.br
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- Suore Missionarie Di San Carlo Borromeo -  http://www.scalabriniane.org
- Sagrado Rede de Educação - http://www.redesagrado.com
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- Almanaque Gaúcho ClicRBS - http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegaucho
- Ipea - http://www.ipea.gov.br
Publicações:
- Aspectos gerais da colonização italiana no rio grande do sul - Ernesto Pellanda - Álbum Comemorativo do 75º Aniversário da Colonização Italiana no Rio Grande do Sul (pg. 34 - 64).
- SCHIERHOLT, José Alfredo. Lajeado I, Lajeado, 1992, p.63.
- Jornal Zero Hora N° 15.765 – Ano 45 – Almanaque Gaúcho/Olyr Zavaschi – Túnel do Tempo - 28/10/08 – Pág; 54.
- UFRGS - Jornal da Universidade.
- Blog Viajando de Carro da RBS, artigo publicado e escrito por Marcos Hoffmann em março de 2010.
- Jornal Popular de Nova Prata - 2011.
- Coluna Posto de Cronometragem - Folha da Manhã de 24 de junho de 1970.
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